ZECA MEDEIROS

Pontos de venda de "Fados, Fantasmas e Folias": 

 

Lojas Fnac

Ponta Delgada: Loja dos Açores, no Aeroporto; Loja Açores, nas Portas do Mar; Livraria Solmar, Discoteca Flash e Lojas Conforto. Serpa: Espaço "VOL - Vemos, Ouvimos e Lemos". Sintra: Loja do Arco. Águeda: Livraria D'Orfeu. Tondela: Acert - Associação Cultural e Recreativa de Tondela. Faro: Pateo das Letras. Lisboa: Loja Açores. Castelo Branco: Quiosque Vidal. Évora: Livraria Nazareth. Loulé: Casa da Cultura. Leiria: Livraria Arquivo. Coimbra: Livraria Almedina do Estádio Cidade de Coimbra. Sines: Livraria "A das Artes"

 

Online através do e-mail algarpalcos@algarpalcos.com

 

 

“José Medeiros surge perante nós como sonhador de mil viagens, amante das rotas e sons do Atlântico que canta naquela sua voz, imensa voz, que trata as palavras com a justiça que elas exigem e merecem.”

 

Mário Lopes, Ípsilon

 

 “Ouvi-lo não chega. É preciso vê-lo «a guardar no camarim a sua timidez» e observar a sua metamorfose.”

 

 Joana Nogueira, Revista Domingo CM

 

 

“Fados, Fantasmas e Folias... e também jazz, teatro, música tradicional açoriana, José Afonso, bandas sonoras de séries de TV, blues, spoken word... É assim o novo disco de José Medeiros, um veterano nestas andanças, que volta a surpreender com dois discos intensos, que valem uma viagem às Ilhas pelas ondas do mar sem fim. O mundo inteiro cabe nesta fajã."

 

 

Manuel Harpern, Jornal de Letras


 

 

 

“Lê-se um título como Fados, Fantasmas e Folias e pensa-se em determinados géneros musicais e no tom que habitualmente lhes anda associado, entre a melancolia e a euforia, o solar e o sombrio. E esta pode ser uma primeira sugestão a ter em conta: partir em busca dos diferentes ritmos e padrões melódicos que José Medeiros convoca e de que se apropria, adaptando-os à circunstância do seu exercício criativo. De resto, essa pluralidade articula-se de modo natural com a dos modelos poéticos, que vão do assumidamente popular ao mais individualizado e pessoal. Independentemente de tudo isso, porém, podemos recuperar para o fados desse título a sua dimensão semântica clássica de fatalidade, um desígnio imposto por uma vontade superior e inescapável. Porque há, efectivamente, um destino que se cumpre através desta voz e que sob múltiplas formas e registos se vai sucessivamente desvelando nas canções de José Medeiros. Destino no mar, dir-se-ia numa aproximação ao título de Dinis da Luz. Destino atlântico, acrescentar-se-á para nos darmos conta daquilo que no imaginário de José Medeiros se constitui como a radicação a um espaço e aos seus referentes identificáveis; desse lugar se parte, em resposta ao apelo do outro e da distância e à procura de outros universos humanos, sociais, culturais, que as canções acabam por atestar (aliás, quem se aproximar das criações ficcionais de José Medeiros no teatro, no cinema, poderá verificar que o mesmo se passa aí). Mas poder-se-ia especificar ainda mais este aspecto, falando de um destino insular atlântico, na medida em que uma «condição insular» se exprime tão manifestamente nalgumas das canções, pelas referências geográficas, históricas, que se detectam, por exemplo, na canção «Despe-te que suas», em que a percepção individual do mundo se cruza com as notações do destino colectivo açoriano. E essa mesma condição irrompe de forma tão óbvia quanto surpreendente em Fado Insulano», um tema sobre a experiência da desterritorialização que, pelos reenvios textuais e pela componente melódica e rítmica, estabelece pontes entre a insularidade açoriana e a cabo-verdiana. É, pois, de viagens que se trata, sejam elas reais ou imaginárias, metáfora de um certo modo de vida marcado pela errância e pela deriva. Parte-se de um facto empírico (veja-se por exemplo «Mar da Praia do Norte» ou «Santiago») para se atingir uma dimensão lírica ou crítica (no segundo caso), que é sempre uma forma de questionar o sentido das coisas e da vida. Mas isto não esgota os registos deste trabalho de José Medeiros, como o próprio título já indicia: estão aí as folias, o tom clownesco de certos momentos, o divertimento em tom irónico, distanciado, do «Tango do Eden Cabaret», na linha do exigido pela sua contextualização na peça teatral «O sorriso da lua nas criptomérias». E estão ainda os fantasmas que vêm assombrando a obra musical e ficcional, de José Medeiros, entre eles o da guerra, na sua designação abstracta ou na particularização de África, como experiência da geração a que pertence o autor. E, depois, há sobre tudo isto a voz dramática de José Medeiros, dramática no sentido teatral do termo, de uma dicção que reflecte a própria experiência de representação do cantor e que alia ao timbre grave um intuito de fala para o outro, mesmo quando o actor se encontra sozinho na cena da canção, sem mais acompanhantes vocais.



Boa viagem, pois, a quem chegar e aceitar o convite de “Zeca” Medeiros.


Urbano Bettencourt

 


 

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27 de janeiro - Musicbox - Lisboa


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